Na casa de praia da sogra, a cunhada casada provoca na piscina e acaba transando no banheiro social, longe dos olhares da família.
O verão tinha chegado forte naquele ano. A casa de praia da sogra, que normalmente já era cheia, estava um caos delicioso de risadas, crianças correndo, música alta e cheiro de churrasco.
O quintal dava direto para a piscina, e o sol batia tão forte que a água parecia um convite irresistível. Eu estava sentado em uma cadeira de área, cerveja gelada na mão, observando todo o movimento sem me envolver muito.
Foi aí que ela apareceu. Minha cunhada.
Casada, mãe de um menino pequeno, irmã da minha namorada. Morena clara, corpo cheio e curvas generosas. Vestia um biquíni minúsculo, daqueles que parecem mais um pedaço de pano enfeitado, e o tecido já úmido grudava nos seios, deixando os bicos bem marcados.
Ela entrou na piscina devagar, como se estivesse em câmera lenta, o quadril rebolando, a água subindo pelas coxas grossas. Meus olhos seguiram cada movimento sem que eu conseguisse evitar.
No início, pensei que era impressão minha. Talvez fosse só um jeito natural dela. Mas então ela ergueu o rosto na minha direção, segurou o olhar e sorriu.
Não era um sorriso qualquer. Era um sorriso de quem sabia exatamente o que estava fazendo.
Enquanto o marido estava sentado mais ao fundo, distraído no celular, ela se apoiou na borda da piscina perto de mim.
— Tá aproveitando o calor? — perguntou, com a voz baixa, quase íntima.
— Tentando… — respondi, tentando manter a naturalidade.
Ela passou a mão pelo cabelo molhado e ajeitou o top do biquíni, que pareceu ficar ainda menor. Os seios quase escaparam, e eu tive que desviar o olhar para não deixar tão claro o efeito que aquilo estava causando.
— Tá com uma marquinha bonita de sol — comentei, sem pensar muito.
— Quer ver de perto? — ela disse, com um sorrisinho de canto, e mergulhou novamente, deixando o corpo deslizar sob a água.
Eu sabia que aquilo era errado. Sabia que ela era casada e que minha namorada estava ali, no mesmo quintal. Mas era impossível não notar a forma como ela me olhava, como passava devagar a língua nos lábios, como fazia questão de ajeitar o biquíni sempre que eu estava por perto.
Mais tarde, já perto da hora do almoço, estávamos todos reunidos no quintal. Música, conversas, cerveja… e ela. A cada vez que passava perto, esbarrava de leve em mim. Na cozinha, quando fui buscar mais gelo, ela chegou por trás e sussurrou:
— Vai ficar me olhando assim o dia todo?
Eu quase engasguei.
— Você que tá se mostrando — respondi, num tom que soou mais provocativo do que eu queria.
Ela sorriu e saiu andando, rebolando de um jeito que me deixou duro dentro do short.
Tensão à beira da piscina
Depois do almoço, ela voltou para a piscina. O marido continuava distraído, conversando com meu sogro sobre futebol.
Ela nadava devagar, mas quando me via, parava para conversar. Uma vez, enquanto apoiava os braços na borda, os seios molhados ficaram quase totalmente para fora do biquíni. Ela percebeu que eu estava olhando e não fez nada para arrumar.
Chegou um momento em que ela se sentou na beira da piscina, pernas abertas, a água escorrendo pela pele brilhante.
— Tá com calor aí fora? — perguntou.
— Tá… mas aqui tá pegando fogo de outro jeito — respondi, sem conseguir segurar a provocação.
Ela riu, passou a mão pelo joelho e deslizou até a coxa, quase chegando na virilha, antes de voltar a entrar na água. Eu senti o pau latejar.
Foi ali que percebi: não era minha imaginação. Ela estava me provocando de propósito.
A casa estava cheia, mas todos estavam distraídos. Crianças brincando, adultos conversando, música alta. Se alguém olhasse de longe, veria apenas duas pessoas conversando. Mas, para mim, era como se só existíssemos nós dois.
Em um momento, ela se aproximou ainda mais e disse, baixinho:
— Mais tarde, me encontra no banheiro do andar de cima.
— Tá louca? — perguntei, surpreso.
— Louca pra sentir o que você tem aí dentro dessa bermuda — ela respondeu, apertando discretamente minha coxa por baixo da água.
Senti o corpo todo arrepiar.
Banheiro social, porta trancada e coração na boca
O resto da tarde passou numa lentidão torturante. Eu fingia ajudar na arrumação das mesas, na música, por dentro, contava cada minuto. A cada vez que eu levantava os olhos, via a cunhada me observando por cima da borda da taça, os bicos dos peitos marcando no tecido já seco do biquíni. Às cinco, alguém sugeriu caminhada na praia; às cinco e quinze, metade da casa saiu pelo portão. Eu esperei dois minutos e subi as escadas como quem tinha esquecido o protetor solar.
O banheiro social do andar de cima era o mais neutro da casa: clarinho, janela pequena, bancada de mármore, um espelho grande. Tranquei a porta e ouvi o clique seco da lingueta. Meu coração batia nas têmporas.
Nem deu tempo de respirar: a maçaneta girou de leve, dois toques, e ela entrou, fechando atrás de si. Ainda de biquíni, cabelo úmido, cheiro de filtro solar e sal. Encostou as costas na porta, a mão na minha camisa, os olhos cravados nos meus.
— Você veio — sussurrou, como se não fosse óbvio.
— Você mandou.
Ela riu baixo, um riso curto e indecente, e veio para cima. O beijo foi direto, urgente; língua, dentes, respiração quente. Minha mão caiu no quadril, subiu pela lombar, prendeu a alça do top e puxou. Ela arqueou o corpo, oferecendo. O tecido cedeu e os seios saltaram firmes, bicos duros pelo ar-condicionado. Levei a boca, primeiro devagar — uma lambida preguiçosa que arrancou um “ah…” quase inaudível — depois apertando e sugando, a mão livre já escorregando pela lateral do biquíni, encontrando calor.
— Tranca bem — pediu, sem fôlego. Eu conferi a porta com a palma, sem desgrudar da pele.
Apertei o triângulo do biquíni, tracei o contorno com os dedos, senti a buceta molhada antes mesmo de afastar o tecido. Ela mordeu meu lábio e pousou a mão no meu cinto.
— Rápido — disse. — Mas bem feito.
Ajoelhei na frente do vaso, girei o corpo dela de costas para o mármore. Com a mão, puxei a calcinha do biquíni para o lado e encarei: lisinha, inchada, brilhando. O primeiro beijo ali embaixo foi uma sentença. Ela gemeu curto e travou a coxa na minha bochecha; eu passei a língua na dobra toda, da base até o clitóris, desenhando círculos, alternando ponta e pressão. Em segundos, sua mão estava no meu cabelo, guiando, pedindo mais.
— Não para — ela disse, a voz já no fio.
Fiz um gancho com dois dedos, entrei devagar, molhei mais, linguada no topo, dedos dentro, língua fora, troca de ritmo; ela tremia, rebolava na minha boca como se o mundo fosse acabar na esquina. O espelho me mostrava o quadro inteiro: a cunhada casada, sobrancelha crispada, lábio mordido, o peito subindo rápido; eu ajoelhado, sujo de gozo, lambendo sem pudor. Ela puxou meu cabelo com força e abriu um sussurro apertado:
— Eu vou gozar, porra.
Deixei. Deixei com gosto. Senti o primeiro espasmo apertar meus dedos; desci a língua e segurei o clitóris entre os lábios, sugando de leve. O orgasmo veio inteiro, em ondas; ela se dobrou sobre o mármore, a mão batendo duas vezes na bancada para se segurar, um “aaah” curto estourando no azulejo.
No silêncio pesado logo depois, um som externo: passos no corredor, vozes abafadas, o “cadê o protetor?” vindo de longe. Ela me olhou, cabelo bagunçado, peito arfando, e riu com maldade nos olhos.
— Agora você me come.
— Aqui?
— Agora.
Abaixei o zíper, libertei meu pau duro e tenso de tanta espera. Virei-a de frente, levantei-a pela bunda e sentei-a na beira da bancada; o mármore gelado fez ela contrair de leve. Abri o biquíni de baixo de vez, joguei a tirinha para o lado, e me encaixei. O primeiro deslize foi como mergulhar em água quente. Ela agarrou meu pescoço, arfou no meu ouvido, e eu entrei inteiro, sentindo o corpo dela aceitar centímetro por centímetro. O espelho devolvia a cena, obscena e linda: minhas mãos marcando a cintura, a ponta dos seios dela apontando para o teto, a penetração molhada aparecendo e sumindo no reflexo.
— Mete — pediu, quase um rosnado. — Me dá tudo. Rápido.
Eu obedeci. Ritmo curto primeiro, depois mais fundo, mais pesado. O som do sexo se misturava ao do exaustor do banheiro: pá-pá, pá-pá, pele na pele, chuap molhado de entrar e sair. Ela abriu mais as pernas, me puxou com os calcanhares nas minhas costas, e eu bati mais forte, os gemidos dela presos no meu ombro para não atravessarem a porta. Em algum lugar da casa, alguém riu alto; aqui dentro, quem ria era a gravidade.
— Você fica me olhando na piscina com essa cara de santo — ela sussurrou, maldosa. — Santo é o caralho. Olha o que você faz comigo.
Respondi com uma estocada funda que tirou um “puta” sincero. Segurei o queixo dela, fiz olhar no espelho.
— Olha. Olha você sendo comida no banheiro da sua sogra. Casada. Minha agora.
Os olhos dela escureceram; ela cravou as unhas nas minhas costas e rebolou em cima do meu pau, como quem me mostrava que também sabia dirigir. O mármore rangeu um milímetro.
— Eu quero — ela disse entre dentes. — Gozar de novo.
Deslizei a mão para baixo, apertei o clitóris contra o osso, marquei um ritmo pequeno e cruel ali, enquanto mantinha as estocadas longas. O corpo dela respondeu imediatamente, uma sequência de tremores que vieram da barriga e subiram para o peito. O rosto derreteu; o orgasmo veio rasgando, bonito, feroz — a boca aberta num “ah” silencioso, as pernas me prendendo como algema. Eu não aguentei: gozei junto, fundo, segurando a base, sentindo cada jato bater por dentro, calor contra calor.
Ficamos imóveis por um segundo, grudados, respirando como quem acabou de sair do mar. Aí veio a realidade: outro par de passos no corredor, uma batidinha leve na porta de um quarto ao lado, uma voz: “tá aí dentro, filha?”. Ela me empurrou com delicadeza aflita, desceu da bancada, catou a parte de baixo do biquíni no chão, passou água rápida na mão, deu dois tapinhas no rosto. Eu puxei o botão da calça, ajeitei a camisa para cobrir qualquer pista, tirei o suor da testa.
— Tem sabonete líquido no seu peito — ela riu de nervoso, limpando com o dedo. E então, séria, num sussurro: — Dá dois minutos e sai.
Beijou rápido, um selinho inconsequente, e girou a chave. Abriu a porta numa fresta, ouviu, saiu como se tivesse ido retocar o batom. A porta fechou, e eu encostei a testa no espelho, rindo silencioso, o coração ainda batendo no pescoço.
O resto do dia, o perigo e o pacto mudo
Desci as escadas dois minutos depois, com um copo de água na mão como disfarce. Na área externa, a cena era a mesma de antes — música, conversa, cheiro de carvão. Ela estava sentada numa espreguiçadeira, ao lado do marido, óculos escuros, as pernas cruzadas; o biquíni perfeitamente no lugar, como se não tivesse sido arrancado um minuto atrás. Quando nossos olhos se encontraram por detrás das lentes, o sorriso foi mínimo e devastador: nós dois sabíamos.
O marido falou algo sobre areia na barra, ela assentiu, pegou o protetor e pediu que eu passasse nas costas — natural, doméstico, inocente. Eu, que ainda sentia o cheiro do gozo dela nas mãos, tomei a garrafinha e espalhei na pele. Sob meus dedos, a pele quente, o sal, um arrepio pequeno. Quando a palma passou pela linha do biquíni, ela inclinou a cabeça, como quem agradece à brisa. Não foi mais que um segundo, mas doeu de bom.
No meio da tarde, montaram uma mesa de buraco; meu sogro, o cunhado, dois vizinhos. Alguém pediu cervejas no isopor; eu fui buscar. Quando voltei, ela levantou para pegar uma canga na sala. Atravessei na mesma hora, inocente como qualquer um, e ela sussurrou sem virar:
— A noite tem banheiro lá de baixo também.
— Não dá pra toda hora.
— Não precisa. Eu tenho memória.
O “tenho memória” bateu fundo. Não era ameaça; era promessa. Promessa de que aquele segredo não existia para nos punir, e sim para nos manter vivos dentro daquela casa perfeita de veraneio.
No fim do dia, a luz de ouro do pôr do sol lambiou as paredes brancas. As crianças voltaram com baldinhos, minha sogra pediu para estender toalhas, eu fui, ela foi. O marido dela atendeu uma ligação de trabalho e se trancou no quarto da frente. Enquanto pendurávamos as toalhas no varal, o pano pingava nos nossos pés descalços. Ela se aproximou um passo a mais que o necessário.
— Tô doída — disse, sem olhar para mim.
— Eu também.
— Tua culpa.
— Minha sorte.
Ela sorriu, daquele jeito que mói joelho, e virou para dentro.
A noite caiu e com ela o arrepio do vento que vem da praia. Montaram um churrasco rápido; todo mundo em volta da mesa, gargalhadas, barulho de talheres, a vida como ela supostamente é. Sob a toalha, tentei esquecer o banheiro. Ela também, imagino — pelo menos parecia. Mas o acaso, fiel cúmplice de amantes desconfiados, empurrou a porta certa: a criança dela pediu o brinquedo que tinha ficado “lá em cima”; o marido suspirou, atendeu outra ligação; minha namorada puxou minha mão e pediu que eu fosse buscar água. Levantei. No corredor, cruzamos, eu vindo, ela indo. O cotovelo tocou o meu, quase nada, mas foi o suficiente para que um filme inteiro passasse no corpo: a pia fria, a mão na nuca, o chuap molhado, o estalo da tranca.
— Cuidado com a porta do banheiro — disse ela, alto o bastante para a sala ouvir, baixo o suficiente para eu entender. — Tá emperrando.
E foi embora.
Lá pelas dez, a maré de risadas baixou. Os pais foram dormir; o marido sumiu com o notebook; minha namorada e a irmã começaram a discutir onde iam estender as cangas para o dia seguinte. Eu saí para “ver a lua”, aquela desculpa óbvia. No quintal, o cheiro de maresia, o rumor das ondas, os pingos que ainda caiam do varal. A janela do banheiro de baixo estava entreaberta, a luz apagada. Fiquei só um minuto ali, encostado no muro, lembrando a língua, a pressão, o espelho. Ouvi os passos dela na cozinha, o copo no filtro, a torneira. Ela passou por mim sem parar, a canga no ombro, e disse, para o nada:
— Amanhã cedo eu corro na praia. Se quiser correr também…
A madrugada terminou sem repetição. E foi perfeito assim. O segredo recém-nascido não precisava de centenas de estocadas para existir; ele precisava caber no tamanho exato da nossa casa de veraneio: um banheiro social, uma tranca que segura o mundo do lado de fora por oito minutos, dois corpos que sabem o que podem fazer um com o outro quando os outros não estão olhando.
Na cama, ao lado da minha namorada adormecida, eu repassei cada detalhe: o peso dela na bancada, a borda fria no calcanhar, a palavra mete, as unhas nas minhas costas, o meu gozo esquentando o final. E, mais do que tudo, o susto bom de sermos pequenos por um instante — dois animais escondidos em azulejo de aluguel, com a coragem suficiente para querer e a covardia necessária para não serem pegos.
De manhã, quando desci, o sol já estava alto. A cunhada estava na cozinha com uma caneca, o cabelo preso, a pele ainda com o sal de ontem. Me viu, ergueu a xícara como brinde e disse, casual:
— Dormiu bem?
— Sonhei com banheiro.
— Que coincidência — respondeu, sem piscar. — A porta parou de emperrar.
E foi assim que o verão se instalou entre nós: comendo melancia na varanda, jogando biriba com o sogro, ajudando a estender toalhas, e, de vez em quando, fechando uma porta por dentro por poucos minutos. Nada de cartas dramáticas, nada de declarações, nada de promessas perigosas. Só um sinal na piscina, um sussurro no corredor, um chuap indecente gravado na memória. E a sensação ridícula e sublime de que, naquela casa cheia, ninguém jamais saberia — a não ser a pia do banheiro social, que viu tudo, ouviu tudo, e segue muda, cúmplice de verão.